domingo, 11 de março de 2012

PdC Março 2012



No mês de fevereiro procuramos acolher o apelo à conversão e a adesão confiante ao Evangelho
(cf. Mc 1,15). Na quarta-feira de cinzas, ao iniciarmos o tempo litúrgico da Quaresma, ouvimos
esse mesmo apelo: “convertei-vos e crede no Evangelho”. Não podíamos iniciar melhor
esse ano em que aprofundaremos o terceiro ponto da espiritualidade da unidade: a Palavra de Vida. Neste mês de março, somos novamente convidados a apostarmos na Palavra de Deus: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna” (Jo 6,68).

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

PdC-Jan/Fev 2012

Editorial
Antonio Capelesso

Todos nós temos consciência dos grandes desafios que a Igreja enfrenta no momento atual. O documento de trabalho em preparação ao próximo Sínodo dos Bispos sobre a nova evangelização
trata desses desafios, apresentando os novos cenários que estamos vivendo.

Um caminho para os novos tempos
Em sintonia com a caminhada da Igreja, realizou-se de 03 a 07 de janeiro deste ano, em Vargem Grande Paulista – SP, o IV Congresso Nacional de Seminaristas que contou com 200 participantes. Além de procurar entender os desafios dos novos tempos com objetividade o Congresso apresentou o caminho salientado por Deus pelo carisma da unidade dado à Igreja de nosso tempo.

Desafios à formação presbiteral
Muito apreciada foi a temática apresentada por Dom Francisco Biasin, bispo de Barra do Piraí/Volta Redonda – RJ, que partindo de sua experiência pastoral e tendo por referência, especialmente, o documento de Aparecida e as novas Diretrizes para a formação presbiteral no Brasil acentuou a figura do bom samaritano como modelo do sacerdote do futuro, alguém que sabe colocar-se a serviço dos irmãos, vivendo como autêntico discípulo e missionário de Jesus Cristo.

A comunhão é o caminho
Pe. Alexander Duno, do Centro do Movimento Gens, vindo de Roma, encantou a todos os seminaristas presentes a esse IV Congresso Nacional, apresentando sua experiência pessoal e revelando seus dons de comunicação tocando e cantando suas novas composições musicais, fruto de sua experiência de comunhão com Deus e com os irmãos.

Num dos temas que apresentou, e que transcrevemos neste número de Perspectivas de Comunhão, Pe. Alexander ressaltou que esse caminho para os novos tempos é a comunhão, em plena sintonia com os documentos do Concílio Vaticano II.

Para viver a comunhão é preciso partir de Cristo, sendo verdadeiros missionários e sabermos discernir o que Deus nos pede, priorizando a vivência do amor recíproco que revela a presença de Jesus na comunidade.

Impressões do IV Congresso
Concluindo esse número de Perspectivas de Comunhão partilhamos alguns frutos do IV Congresso Nacional de Seminaristas apresentando algumas impressões dos participantes. Desejamos a todos que esse ano seja de especiais graças pela vivência da Palavra de Deus, tema que teremos ocasião de aprofundar em outros números de Perspectivas de Comunhão.


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

PdC - Dezembro de 2011




Editorial

Antonio Capelesso

Como já tivemos ocasião de refletir em números anteriores, a Igreja está fortemente convencida da necessidade de uma nova evangelização. A recente criação do Pontifício Conselho para a promoção da nova evangelização e a convocação do próximo Sínodo dos Bispos para aprofundar “a nova evangelização para a transmissão da fé cristã” o atestam claramente.

Ousar novos caminhos
Os Lineamenta para o próximo Sínodo sublinham a «coragem de ousar novos caminhos, diante das novas condições em que vivemos» (n. 5), além da necessidade de um «estilo ousado» e de «saber ler e interpretar os novos cenários que se criaram dentro da história humana, nessas últimas décadas, para entrar neles e transformá-los em lugares de testemunho e anúncio do Evangelho» (n. 6), e a necessidade de mostrar que «a perspectiva cristã ilumina de modo inédito os grandes problemas da história» (n. 7).

O Documento de Aparecida afirma que «a Igreja cresce não por proselitismo, mas por atração» (DAp, n. 159). Diante disto nos perguntamos qual a razão de muitas comunidades cristãs hoje não estarem exercendo essa atração. Na verdade, percebemos que uma porção sempre maior de pessoas não consegue mais crer em certas imagens de Deus que apresentamos e manifesta seu desagrado para com a Igreja. Diante disto, precisamos nos questionar sobre o que há em nós mesmos que não os atrai.

Atrair para Cristo
O mesmo Documento de Aparecida nos ilumina afirmando que «a Igreja “atrai” quando vive em comunhão, uma vez que os discípulos de Jesus serão reconhecidos se se amarem reciprocamente como Ele nos amou (cf. Rm 12,4-13; Jo 13,34».
Em plena sintonia com a eclesiologia de comunhão do Concílio Vaticano II, hoje se acentua mais o mandato missionário contido no Evangelho de João, no qual Jesus nos assegurou que nos reconhecerão como seus discípulos, se nos amarmos reciprocamente (cf. Jo 13,35). Além disto, Jesus pediu ao Pai de fazer-nos partícipes da mesma comunhão que constitui a vida de Deus «a fim de que o mundo creia» (Jo 17, 21.23).

O Verbo, Maria e o Espírito
Na plenitude dos tempos o Verbo de Deus se fez carne, pelo sim de Maria e pela ação do Espírito Santo. Neste novo ano teremos ocasião de aprofundar a importância da Palavra de Deus em nossa vida, a partir da experiência de Chiara Lubich e suas primeiras companheiras. Deveremos também aprofundar que fomos criados em Cristo e que somente nos “perdendo” nele, por amor, realizaremos plenamente o desígnio de Deus sobre nós.
O artigo de Giuseppe Petrocchi, apresentado neste número, nos fará entender que também hoje o Verbo deve fazer-se “carne” e que para isso Ele necessita do sim de Maria, prolongado pela Igreja e da ação do Espírito Santo.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

PdC-Novembro 2011




Editorial


Antonio Capelesso

A vida da Igreja no mundo de hoje é repleta de desafios. No entanto, se a contemplarmos com o olhar de Deus que é Amor, perceberemos que, em cada um destes desafios está contido um chamado e uma nova oportunidade: o convite a uma grande renovação. Neste número de Perspectivas de Comunhão publicaremos algumas reflexões sobre a “nova evangelização”, apresentadas por ocasião do Congresso Sacerdotal realizado de 17 a 20 de outubro de 2011, na Mariápolis Ginetta.

A secularização
Vivemos numa época de profunda secularização, em que se perdeu a capacidade de ouvir e compreender as palavras do Evangelho como uma mensagem viva e revigorante. A secularização levou-nos a desenvolver uma mentalidade na qual Deus, é posto de parte da existência e da consciência humana.
Hoje, os meios de comunicação social oferecem enormes possibilidades e representam um dos grandes desafios para a Igreja. Assiste-se à perda do valor objetivo da experiência da reflexão e do pensamento, reduzida em muitos casos, a puro lugar de confirmação do próprio sentir.

Novos ídolos
Vivemos num período histórico que ainda não se recuperou da estupefação suscitada pelas constantes metas que a investigação científica e tecnológica tem sido capaz de superar.
Todos nós podemos sentir na vida diária os benefícios trazidos por estes progressos. No entanto, a ciência e a tecnologia correm o risco de se tornarem os novos ídolos do presente.

Crise de importância
Com o avanço da secularização, as Igrejas cristãs experimentam uma crescente crise de importância. Para um número sempre maior de pessoas Deus e a Igreja são simplesmente insignificantes. Diante desta situação, há necessidade de um empenho totalmente novo na transmissão da fé.

Sinais de Renovação
O Concílio Vaticano II que recolheu o influxo positivo de muitos movimentos de renovação apresentou uma nova imagem da Igreja, não mais como sociedade e sim como comunidade, como sacramento de unidade com os irmãos e com Deus.
Bento XVI, desde o início de seu pontificado, sublinha um aspecto fundamental destacando que é urgente levar Deus à humanidade de hoje. A Igreja deve concentrar-se toda nisto: dar Deus, testemunhar Deus.

A grande prioridade
Diante disso, precisamos considerar que, se a essência da vida da Igreja é ser comunhão, se a sua característica missão é aquela de fazer se alastrar no mundo relacionamentos de unidade que encontram na Santíssima Trindade seu insuperável modelo e seu espaço vital, nós não podemos relegar essa tarefa, concentrando os nossos esforços em outras realizações mesmo que importantes na Igreja.
Nossa plena resposta à iniciativa de Deus e a plena realização da Igreja consiste em dar Deus ao mundo, dar Jesus que toma corpo em nós e entre nós, Jesus em meio às pessoas (cf. Mt 18, 20) como fonte de vida e de novos relacionamentos. Esta se manifesta sempre mais para a Igreja de hoje como a prioridade das prioridades.

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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

PdC Outubro 2011











Editorial


Antonio Capelesso



Como sabemos, o Papa Bento XVI convocou para outubro de 2012 a XIII Assembléia Geral do Sínodo dos Bispos para tratar da “nova evangelização”. Essa Assembléia sinodal terá por objetivo analisar a situação atual das Igrejas Particulares, para traçar novas formas e expressões da Boa Notícia que deve ser transmitida ao homem contemporâneo, com renovado entusiasmo. A recente criação do Conselho Pontifício para a promoção da “nova evangelização”, responde igualmente a esta necessidade.


Secularização


Vivemos numa época de profunda secularização, em que se perdeu a capacidade de ouvir e compreender as palavras do Evangelho como uma mensagem viva e revigorante. A secularização apresenta-se, hoje, através da imagem positiva da libertação, da possibilidade de imaginar a vida do mundo e da humanidade sem fazer referência à transcendência. Essa levou a desenvolver uma mentalidade na qual Deus foi posto de parte da existência e da consciência humana, total ou parcialmente.

Segundo o Papa, o risco de perder os elementos fundamentais da gramática da fé é uma realidade, com a consequência de cair na atrofia espiritual e num vazio do coração, ou, pelo contrário, em sucedâneos de pertença religiosa e de vago espiritualismo. Nós sabemos que não pode evangelizar, quem antes não foi evangelizado, quem não foi, pessoalmente, objeto de evangelização.


Encontro com Cristo


O Papa Bento XVI nos recorda que, “no início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande idéia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo”. Por isso, é preciso reacender em nós o zelo das origens, deixando-nos invadir pelo ardor da pregação apostólica que se seguiu ao Pentecostes. Devemos reavivar em nós o sentimento ardente de Paulo que o levava a exclamar: «Ai de mim se não evangelizar!» (1 Cor. 9, 16).


Nova evangelização


A nova evangelização supõe refazer o tecido cristão da sociedade humana, reconstituindo a vida das comunidades cristãs; ou seja, ajudar a Igreja a continuar a estar presente nas casas dos seus filhos e das suas filhas, para animar as suas vidas e encaminhá-las para o Reino que está para vir.
Isso supõe o renascimento espiritual da vida de fé das Igrejas locais e o início de percursos de discernimento das mudanças que afetam a vida cristã nos diferentes contextos culturais e sociais. Supõe releitura da memória da fé, assunção de novas responsabilidades e novas energias, em vista de uma proclamação alegre e contagiante do Evangelho de Jesus Cristo.

Nova evangelização significa ainda partilhar com o mundo os seus anseios de salvação, e apresentar as razões da nossa fé, comunicando o Logos da esperança (cf. 1 Pd. 3, 15). Os seres humanos precisam da esperança para viver o presente. O conteúdo desta esperança é aquele Deus de rosto humano que nos amou até ao fim. De 17 a 20 de outubro acolheremos, na Mariápolis Ginetta, vários diáconos e presbíteros que desejam, à luz da espiritualidade de comunhão, aprofundar a realidade da nova evangelização. Confiantes na luz de Deus, fruto da presença de Jesus na comunidade reunida em seu nome, estamos confiantes, pedindo as graças de Deus.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

PdC - Setembro 2011

Editorial
Antonio Capelesso

Em resposta a um desejo expresso pelo Papa Paulo VI, em 1966, Chiara Lubich deu início ao Movimento Paroquial convidando as pessoas do Movimento dos focolares que atuam nas paróquias a animar esta “célula da Igreja” com o espírito da unidade. Um programa que mais tarde se revelou em profunda sintonia com a Novo millennio ineunte, de João Paulo II, em que ele nos convida a “fazer da Igreja, portanto concretamente da paróquia, a “’casa e escola de comunhão’” (NMI, 43).

A luz sobre o candeeiro
O Evangelho nos orienta muito claramente de que a lâmpada deve ser colocada sobre o candeeiro, a fim de que ilumine a todos os que estão na casa e não debaixo da mesa, ou da cama.
A experiência nos mostra que as pessoas que tiveram a possibilidade de se encontrar com a luz de um novo carisma que, de tempos em tempos, o Espírito concede a algumas pessoas para o bem de toda a Igreja, percebem que uma nova luz ilumina suas mentes e impele seus corações a um novo ardor evangélico a serviço dos irmãos.
Esta luz colocada sobre o candeeiro ilumina a vida dos irmãos e da comunidade. Esta é a experiência de muitos leigos e sacerdotes que se encontraram com o ideal da unidade. Esta luz pode ser levada para dentro de nossas comunidades paroquiais se dois ou mais estiverem reunidos em nome de Jesus. Este é um caminho privilegiado para Deus operar grandes maravilhas neste ambiente.

A fonte desta luz
Uma das palavras da Escritura que fulgurou Chiara e suas primeiras companheiras e que se traduziu logo numa forte experiência de comunhão foi a promessa de Jesus de garantir a sua presença onde duas ou mais pessoas estão reunidas em seu nome. É a presença de Jesus na comunidade cristã que vive o seu mandamento novo (cf. Mt 18, 20). Os discípulos de Emaús, refletindo sobre a convivência com o Ressuscitado ao longo do caminho que os levava para casa, perceberam nova luz para entender as Escrituras e novo ardor no coração. Assim as pessoas que fazem a experiência dessa presença espiritual de Jesus na comunidade sentem que não podem manter os seus frutos somente para si, mas que esses devem ser transbordados na vida dos demais irmãos, nos vários âmbitos da Igreja e da sociedade.

A Palavra de Vida
Em muitas comunidades paroquiais essa nova luz renovadora começou com o acolhimento e a prática da Palavra de Deus. Desde o início do Movimento dos focolares, Chiara e suas companheiras tendo que correr para os refúgios devido aos bombardeios que ocorriam por ocasião da segunda guerra mundial, levavam para lá apenas uma lamparina e um pequeno evangelho. A graça desse novo carisma fez com que elas entendessem a Escritura de modo totalmente novo. Foi assim que surgiu a prática de escolher e praticar uma frase completa da Escritura durante um mês e partilhar as experiências vividas, denominando-a Palavra de Vida. Desta prática, surgiram os encontros da Palavra de Vida onde costuma-se acolher, meditar e, concretamente colocar em prática a Palavra de Deus, partilhando depois as experiências feitas. Quase sem perceber as relações se transformam: tornam-se mais verdadeiras, sinceras, adquirem profundidade. A Palavra de Deus que ilumina todo homem que vem a esse mundo, desse modo vivida e partilhada, tem levado muita luz e renovação espiritual para as comunidades paroquiais.
Nesta edição de setembro, apresentamos vários textos que podem ser uma excelente oportunidade para uma verdadeira renovação espiritual que deve transbordar de nossos corações para dentro de nossas comunidades paroquiais, graças à realização da promessa de Jesus de estar presente onde seus discípulos estão reunidos em seu nome.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

PdC Junho de 2011





No dia 29 de maio de 1991 Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos focolares lançava, na atual Mariápolis Ginetta, nas proximidades de São Paulo, o Projeto de Economia de Comunhão, na liberdade (EdC). As raízes deste Projeto vem de longe. Chiara é de Trento, cidade da cooperação social. Seu pai era socialista, a mãe católica e seu irmão, comunista. Desde criança respirou a solidariedade e a atenção aos esquecidos e marginalizados. No contexto da segunda guerra mundial descobriu o imenso amor de Deus para com ela e para com todos; assim foi natural para ela acolher o convite do Evangelho para responder ao chamado de Deus, fazendo a Sua vontade em relação aos próximos com os quais Jesus se havia identificado.


O amor aos irmãos levou Chiara e suas primeiras companheiras ao encontro dos pobres e doentes, enfim dos mais necessitados de ajuda. A vivência do Evangelho na sua radicalidade deu início e desenvolvimento ao Movimento dos focolares.


As Mariápolis permanentes


No ano de 1961, na Suíça, contemplando a cidade beneditina de Einsiedeln, Chiara sentiu que também seu movimento deveria ter lugares nos quais o carisma teria de ser testemunhado diariamente; verdadeiras pequenas cidadelas, com igreja, escola, mas também casas de famílias e fábricas com chaminés. Quando em 1989, com a queda do muro de Berlin, foi dissolvida a lógica de Blocos, o mundo estava eufórico.


No ano seguinte, Chiara visitando New York, percebendo como o consumismo havia “incorporado” séculos de revoluções e conflitos, ofereceu-se com seus companheiros a pagar com as próprias dores e até com a vida, as “prestações” para que pudessem cair também os muros que ainda impedem a glória de Deus no mundo ocidental.


O lancamento da EdC no Brasil


Ao vir ao Brasil, em 1991, Chiara tinha lido a Centesimus Annus, na qual o Papa preconizava uma economia social capaz de orientar a sociedade de mercado ao bem comum. Mas Chiara chegou ao Brasil, sobretudo com a certeza de poder contar com uma oração potente: assim, frente aos intoleráveis desequilíbrios sociais representados por arranha-céus e favelas de São Paulo, sentiu-se impelida a lançar entre nós a Economia de Comunhão na liberdade que, gerada por homens hovos, distribui os lucros em três partes: uma para manter a empresa, outra para formar homens novos e a terceira destinada aos pobres.


Foi por isso que, o convite de se juntarem para criar novas empresas colocando a pessoa no centro e o capital como função de suporte, não ficou no papel.



Vinte anos de EdC


De 25 a 28 de maio, por ocasião do 20 aniversário do lançamento do Projeto da EdC, realizou-se na Mariápolis Ginetta, em Vargem Grande Paulista - SP, uma Assembléia da EdC que contou com a participação de seicentas e cinquenta pessoas provenientes de mais de trinta países diferentes. No dia 29/05 uma Jornada realizada no Memorial da América Latina, em São Paulo marcou o dia exato do lançamento deste Projeto inovador.



Neste momento de celebração muitos foram os estudiosos que apresentaram vários temas relativos à EdC, bem com muitos epresários que relataram suas experiências. A socióloga brasileira, Vera Araújo, ao apresentar seu contributo nessa Assembléia, destacou a necessidade de uma visão antropológica realmente digna da pessoa humana como base para uma economia que coloca a pessoa como centro, no lugar do capital.


Entre tantas experiências que estão dando nova dignidade ao trabalhador desejo destacar a “Dalla Strada”, que emprega adolescentes literalmente provindos da rua, bem como a matéria prima para a confecção de bolsas com lonas de caminhão que já não mais servem para seu objetivo primário.



Padre Antonio Capelesso - Editorial PdC Junho de 2011.